Eu trabalhei no lançamento da revista Veja. Isto me deu a
oportunidade de estar com o então ex-presidente Jânio Quadros, em Corumbá, onde
o mesmo se encontrava confinado, sendo, como eu, hóspede do hotel Santa Mônica.
Convidado por ele, que era um velho amigo da minha família, para almoçar na
casa do seu secretário, ficamos por cerca de uma hora conversando, tendo eu ali
lhe apresentado o boneco da revista, que foi lido de ponta a ponta pelo Jânio.
Enquanto ele fazia a leitura, contei-lhe que a revista Realidade, ao tê-lo na
capa, esgotou-se no Brasil com dois dias de banca, o que não aconteceu quando o
seu maior rival político, Adhemar de Barros, foi capa, pois essa outra da
revista teve um significativo encalhe em todo o país. Jânio ouviu, mas não teve
reação alguma diante do que eu lhe contava, apenas me disse que a reportagem da
Veja já o fotografara e à Eloá, para que figurassem numa próxima edição.
Outra curiosidade foi a de haver, já bem próximo do lançamento, uma questão que colocou a adoção marca Veja em risco, pois existia a anterioridade da marca Look – a colidência entre ambas as marcas era ideológica- havendo, a dificultar o registro de Veja no INPI, uma disposição legal que definia como irregistrável como marca a tradução de marca anterior registrada para assinalar produto mercadoria ou serviço idêntico, semelhante, relativo ou afim. Eu participei de uma reunião onde, se bem me lembro, estavam Raimundo Nonato e Luis Carta, e na qual aquele problema, a seguir superado, foi o tema. É provável que a detentora da marca Look tenha autorizado o INPI a conceder à Abril o registro da marca Veja, que hoje é um patrimônio imenso da editora.
O ponto final daquele meu trabalho iniciado em Corumbá foi em Brasília, onde eu acompanhei a entrada da TV Alvorada na rede nacional de televisão que apresentou diversas personalidades saudando o lançamento da Veja.
Tenho uma foto da reunião que fiz em Goiânia, para apresentar aos jornaleiros a revista, na qual aparecem o boneco da Veja, que um dia antes estivera nas mãos de Jânio Quadros, e um exemplar da revista Realidade.
08/08/09
Outra curiosidade foi a de haver, já bem próximo do lançamento, uma questão que colocou a adoção marca Veja em risco, pois existia a anterioridade da marca Look – a colidência entre ambas as marcas era ideológica- havendo, a dificultar o registro de Veja no INPI, uma disposição legal que definia como irregistrável como marca a tradução de marca anterior registrada para assinalar produto mercadoria ou serviço idêntico, semelhante, relativo ou afim. Eu participei de uma reunião onde, se bem me lembro, estavam Raimundo Nonato e Luis Carta, e na qual aquele problema, a seguir superado, foi o tema. É provável que a detentora da marca Look tenha autorizado o INPI a conceder à Abril o registro da marca Veja, que hoje é um patrimônio imenso da editora.
O ponto final daquele meu trabalho iniciado em Corumbá foi em Brasília, onde eu acompanhei a entrada da TV Alvorada na rede nacional de televisão que apresentou diversas personalidades saudando o lançamento da Veja.
Tenho uma foto da reunião que fiz em Goiânia, para apresentar aos jornaleiros a revista, na qual aparecem o boneco da Veja, que um dia antes estivera nas mãos de Jânio Quadros, e um exemplar da revista Realidade.
08/08/09
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